Como se organizar para a volta às aulas?
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Educador aponta quais itens o aluno deve levar na mochila e explica como tornar a adaptação escolar mais leve para os novos alunos
O início de um novo ano letivo é sempre um momento de transição. Para muitas famílias, a volta às aulas traz o desafio de equilibrar a logística do dia a dia com o suporte emocional necessário para que crianças e adolescentes retomem a rotina com entusiasmo.
Para muitos alunos, o retorno pode vir acompanhado de resistência ou receio, por isso, nesse momento, para Bruno Fernandes do Amaral, diretor-pedagógico Geral da Rede Alfa CEM Bilíngue, a abordagem para os alunos deve ser personalizada de acordo com a idade.
“Com os alunos da Educação Infantil esse diálogo pode ser feito por meio de histórias infantis e o uso de um objeto de transição como porto seguro. Já no Ensino Fundamental, a empatia é importante para acolher e validar o medo, oferecendo segurança e presença. O limite entre incentivo e pressão deve ser o respeito ao ritmo da criança, evitando comparações e cobranças por perfeição, que só aumentam o desconforto emocional”, comenta.
Para o educador, a organização prévia, envolvendo os filhos em cada etapa, pode tornar esse momento mais leve. Quando se trata das crianças pequenas, a estratégia mais importante pode ser participar da escolha do material escolar. “Engana-se quem pensa que comprar o material escolar é uma tarefa exclusiva dos adultos. Envolver os filhos na escolha dos cadernos ou na organização dos uniformes fortalece o senso de responsabilidade”, reforça o diretor-pedagógico geral.
Os pais devem estar atentos aos primeiros sete dias de aula. Uma adaptação saudável envolve cansaço natural e entusiasmo moderado. O diálogo e atenção aos filhos é essencial nesse momento.
“Se houver choro excessivo e persistente, isolamento, alterações bruscas no sono ou apetite, ou uma recusa sistemática em ir à escola, pode ser o momento de buscar uma intervenção pedagógica ou diálogo mais profundo com a coordenação da escola”, finaliza o educador.
O que não pode faltar na mochila em 2026?
O educador também aponta alguns itens que todo estudante deve ter na mochila de acordo com a faixa etária.
Educação Infantil: A mochila deve contemplar itens que promovam o conforto, a segurança e a adaptação da criança. Além dos materiais convencionais, é essencial incluir uma garrafinha de água identificada, troca de roupa completa, lenço de papel ou lenço umedecido. Esses itens garantem que as necessidades básicas sejam atendidas ao longo do dia, contribuindo para uma experiência escolar mais tranquila e acolhedora.
“Também é importante que a mochila contenha itens que favoreçam a autonomia e o vínculo emocional da criança, respeitando as orientações da escola”, ressalta Amaral. Um estojo simples, saco plástico para roupas usadas e, quando permitido, um objeto de transição (como um pequeno brinquedo ou item afetivo) ajudam a criança a lidar melhor com a separação da família e a se sentir segura no espaço escolar, especialmente no período de adaptação.
Ensino Fundamental: Nessa fase, a mochila assume um papel importante no desenvolvimento da organização e da responsabilidade do aluno. Recomenda-se a inclusão de uma agenda escolar ou planner, pasta ou envelope para comunicados, garrafinha de água e um estojo organizado. Esses itens auxiliam o aluno a acompanhar tarefas, compromissos e orientações escolares de forma mais estruturada.
À medida que o aluno avança nas séries, outros recursos passam a ser relevantes, como marcadores de texto, fones de ouvido para atividades pedagógicas digitais e itens de uso pessoal, como lenços de papel e álcool em gel. “Esses materiais favorecem a autonomia, o cuidado com os próprios pertences e a criação de hábitos de estudo mais consistentes, preparando o estudante para demandas acadêmicas mais complexas", reforça o educador.
Ensino Médio: Na adolescência, a mochila deve refletir a crescente autonomia do estudante e apoiar a gestão do tempo e dos estudos, tornando imprescindível contar com uma agenda ou planner (físico ou digital), pastas organizadoras por disciplina, marcadores de texto e post-its. Esses itens facilitam o planejamento, a organização dos conteúdos e a revisão constante, elementos essenciais para um bom desempenho acadêmico.
Recursos voltados ao estudo autônomo também tornam-se indispensáveis, como fones de ouvido para uso de plataformas educacionais, calculadora (quando indicada), garrafinha de água e meios de armazenamento ou acesso a arquivos digitais.
“Esses itens contribuem para a otimização do tempo de estudo, o aprofundamento dos conteúdos e a preparação do aluno para o ensino superior e para os desafios acadêmicos futuros”, explica Amaral.
