Dia Internacional da Síndrome de Down: o Trissomia do 21 (T21) não é uma doença, é uma condição genética
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O médico pediatra Antonio Carlos Turner explica que ao receberem estímulos adequados e acompanhamento de saúde, as crianças se desenvolvem e “tornam-se adultos com desejos, capacidades profissionais e vida social ativa”
O cuidado com a criança com Trissomia do 21 (T21) evoluiu drasticamente nas últimas décadas. O que antes era cercado por mitos e limitações,atualmente e é visto sob a ótica da potencialidade. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o acompanhamento médico vai muito além do diagnóstico: trata-se de garantir que cada indivíduo tenha as ferramentas necessárias para uma vida plena, integrada e independente. Para o médico pediatra Antonio Carlos Turner, coordenador técnico da rede de clínicas Total Kids, é fundamental compreender que a T21 não é uma doença, mas uma condição genética.
“É um mito achar que pessoas com T21 serão eternas crianças. O fato é que com estímulo adequado e acompanhamento de saúde, tornam-se adultos com desejos, capacidades profissionais e vida social ativa. É fato que existem diferentes ‘graus’ de Síndrome de Down, mas a variação no desenvolvimento não depende de um ‘grau’ da síndrome, mas sim do acesso a terapias, educação inclusiva e, acima de tudo, do ambiente familiar e social”, explica o especialista.
As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria destacam que o acompanhamento pediátrico deve ser preventivo e proativo. Algumas condições de saúde são mais frequentes na T21, como questões cardíacas, tireoidianas e auditivas. O papel do pediatra é coordenar esse cuidado para que a saúde física seja o alicerce para o desenvolvimento cognitivo e emocional.
“A T21 é apenas uma característica do indivíduo, não a sua definição total. Como pediatras, nosso compromisso é oferecer um acolhimento gentil e técnico, combatendo o preconceito com ciência e empatia. Queremos que cada família saiba que o diagnóstico não é um teto para o que a criança pode ser, mas o ponto de partida para uma jornada repleta de conquistas”, diz o médico pediatra Antonio Carlos Turner.
A Importância de uma rede de apoio
A inclusão começa no olhar da família e se estende aos amigos e à escola. O objetivo final de todo cuidado médico e terapêutico é a normalização da vida. Isso inclui:
- Brincar e socializar em ambientes inclusivos;
- Acesso a uma educação que respeite o tempo de aprendizado, mas nunca duvide da capacidade de aprender;
- Planejamento de um futuro com autonomia, inserção no mercado de trabalho e participação social.
Antonio Carlos Turner
Médico pediatra e Coordenador da Rede de Clínicas Total Kids
CRM 52-46851-4
RQE 49635.
